sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

DOWNHILL EM SANTOS

Santos recebe 8ª edição de prova de downhill com atletas de dez países.

Do UOL Esporte
Em São Paulo
Foto: divulgação

A cidade de Santos vai receber a partir desta sexta-feira a oitava edição da "Descida das Escadas de Santos" no Monte Serrat. A competição é válida também pela primeira etapa da Copa Brasil de downhill urbano. O evento reunirá os principais atletas do Brasil e do exterior, com representantes vindos de outros nove países: Estados Unidos, Chile, Equador, México, Inglaterra, Portugal, Eslováquia, Austrália e França.

Entre os brasileiros, os destaques são os paulistas Walace Miranda, vencedor das duas últimas edições e recordista da prova, Luana Oliveira, campeã da prova em 2008, além do catarinense Markolf Berchtold e do paulista Djone Fornari. Dos estrangeiros, os favoritos são o inglês Brendan Fairclough, o australiano Mick Hannah, o chileno Sebastian Vasquez, a norte-americana Melissa Buhll e os equatorianos Mario Jarrin e Diana Margraff. Os cerca de 100 atletas serão divididos em sete categorias: elite masculina, elite feminina, master A, master B, juvenil, júnior e sport.

A escadaria histórica do Monte Serrat alia trechos de média e alta dificuldade, com muitas curvas e saltos. Os atletas de ponta fazem o percurso de 417 degraus e 650 metros de extensão em pouco mais de um minuto. Em alguns trechos, o ciclista alcança até 70 km/h.

O atual bicampeão da prova de elite, Walace Miranda, utiliza outro esporte radical para manter a forma: o motocross. "Durante a semana, eu faço uma rodagem [de bicicleta] de uma hora pela manhã e treino em escadarias por uma hora e meia no final da tarde. Nos finais de semana, eu faço quatro horas de Motocross. Agora aumentei bastante o volume para chegar a Santos no meu melhor nível físico e técnico", disse o atleta, que destacou que o MotoCross ajuda a desenvolver os membros superiores.

De acordo com a programação da prova, no sábado, a pista será liberada para tomadas de tempo das 10h às 17h. Os cinco primeiros tempos no geral estarão classificados para o domingo, bem como as cinco melhores representantes femininas. Às 17h30, os pilotos com as classificações de 6º ao 21º disputam uma repescagem, que irá classificar os cinco melhores para a prova do dia seguinte.

No domingo, a partir das 9h da manhã, acontece o treino cronometrado. Às 10h, será disputada a semifinal com os dez classificados na categoria masculina, seguida pela final feminina. Às 11h, terá início a final, com os cinco pilotos mais rápidos do final de semana. Ao todo, serão distribuídos R$ 7.800 em prêmios entre as sete categorias, nos dois dias de competição.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

WHEY PROTEIN

Saiba mais sobre esse suplemento, considerado padrão para muitos atletas
Por Tadeu Matsunaga - http://www.prologo.com.br/

Um dos suplementos mais visados pelos atletas, de forma geral, é a Whey Protein. Um composto protéico extraído do soro do leite, utilizado para impulsionar os níveis de força e aumentar o ganho de massa muscular.

Tem como característica a boa digestibilidade, alto valor nutritivo e são capazes de elevar os níveis de aminoácidos plasmáticos rapidamente após a sua ingestão, proporcionando inúmeros benefícios à saúde.

A nutricionista Maria Luisa Bellotto, especializada em nutrição esportiva pela Universidade de Barcelona, na Espanha, conversou com o Prólogo e falou um pouco mais sobre esse composto, há muito considerado o “Padrão Áureo” da proteína.

“Esses suplementos devem ser utilizados regularmente. Suas proteínas são digeríveis e rapidamente absorvidas, muito conveniente às situações de estresse oxidativo, uma situação gerada pela prática de atividade física. Importante para o sistema imunológico, pois atuam como fonte de energia muscular durante o estresse metabólico”, disse Maria Luisa.

Os BCCAs - aminoácidos com uma particularidade em sua composição física e atuante nas funções de: energia para contrações musculares, retardamento da fadiga central e catabolismo, aumento do rendimento e dos níveis plasmáticos de glutamina, compõem os músculos esqueléticos sendo importantes para os atletas, uma vez que, diferentemente de outros aminoácidos essenciais, são metabolizados diretamente no tecido muscular e são os primeiros usados durante períodos de exercício e treinamento de resistência, com a função de reabastecer os níveis reduzidos de proteína e começar a corrigir e reconstruir o tecido muscular magro.

Alguns autores relacionam a utilização da Whey Protein com o retardo na ocorrência de fadiga, proporcionando condições de aumento no rendimento esportivo, pois provocam a diminuição do uso dos estoques de glicogênio muscular, beneficiando o desempenho do atleta.

Os componentes da proteína do soro do leite incluem basicamente a beta-lactoglobulina, alfa-lactalbumina, albumina de soro bovino, lactoferrina, imunoglobulinas, enzimas, lactose e minerais.

A proteína do soro do leite existe na forma concentrada ou isolada e hidrolisada, podendo haver diferentes graus de hidrólise e são de fácil digestão. “Os concentrados de proteína do soro podem ter um teor de proteína variando de 34% a 80% e os isolados de proteína do soro contêm teor de proteína acima de 90%”, ressaltou a nutricionista, lembrando da necessidade de o atleta realizar uma avaliação física, além de consultar um nutricionista.

A Whey Protein é indicada a ser consumida após a atividade física e quando a dieta é insuficiente em proteina animal. “Uma alimentação tipica do brasileiro fornece a quantidade necessária destes aminoácidos”, encerrou Maria Luísa.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

FILTRO SOLAR NO PEDAL


Saiba a importância de usar um protetor no momento da pedalada

Por Tadeu Matsunaga- www.prologo.com.br

Sol, calor e muita atividade física. De certo muitos pensam que essa combinação é perfeita, afinal todos desejam um corpo sarado e um belo bronzeado, principalmente nesta época do ano. Até poderia ser, não fossem os riscos o qual estamos sujeitos; como insolação e desidratação.
O ciclista, geralmente precavido, costuma pedalar acompanhado de uma garrafa de água ou isotônicos que auxiliam na reposição dos sais perdidos no corpo. Mas também esquecem da importância em proteger a pele contra os raios de sol durante os treinamentos e competições. O filtro solar é um importante aliado, mas nem sempre é levado a sério pelo atleta.
O dermatologista Marcos Maia, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), conversou com o Prólogo e destacou pontos fundamentais para intensificar o uso do protetor (filtro) solar.
“O ciclista faz parte de um grupo de risco, já que sempre está exposto ao sol e altas temperaturas. É necessário se precaver”, lembra.
Cuidados em relação ao excesso de exposição devem ser tomados desde o princípio, começando pelos óculos escuros. “Proteção ocular é importantíssima, principalmente para evitar a catarata”.
Em relação ao filtro solar, Maia disse que seu uso é importante, mas que outros fatores devem ser associados à prevenção. “O filtro solar, num primeiro momento, irá fazer efeito, evitando que os raios afetem a pele, entretanto, com a transpiração permanente, ele acaba perdendo eficiência. Existem alguns com maior duração e resistência que outros, mas preocupar-se com as roupas também é fundamental”, alertou para o risco de combater o câncer de pele.
Hoje em dia, é raro encontrar amadores e profissionais que utilizem uma combinação errada de tecido. “Atualmente as roupas utilizadas pelos ciclistas são constituídas de um tecido leve, que facilita a transpiração e já trabalha como um filtro, o que ajuda bastante”, emendou o dermatologista.
No fim das contas, não é apenas o uso do protetor que irá influenciar na proteção da pele, no entanto, é indispensável à utilização desse produto, além de usufruir de uma vestimenta que seja benéfica ao seu desempenho, além de tornar-se uma camada a mais de proteção.
“Tecidos muito pesados e de cores escuras provocam um acúmulo maior de calor no corpo. Busquem cores claras e leves (branco, amarelo, rosa, etc.) O excesso de calor pode provocar queda de pressão.”Portanto, cuide da sua saúde, fique atento. E nunca é demais ressaltar: boa pedalada, com óculos e filtro solar.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

CHAPADA DOS VEADEIROS PELO VÃO

Expedição Vão do Moleque 2010

Alguns membros do Brutus da Serra estão preparando uma Expedição de Mountain Bike à Chapada dos Veadeiros pela trilha do Vão como forma de superar limites físicos. O Vão é uma área pouco explorada que fica na região dos Kalungas. Será uma aventura com belas paisagens, cachoeiras, rios e muita estrada com subidas íngremes.

Será uma expedição de três dias pedalando em ritmo pesado e longo. O primeiro dia prevê um pedal leve de 60 km entre Sobradinho e a cidade de Formosa/GO, no segundo dia o percurso entre Formosa e o Forte, uma pequena currutela já na área da chapada dos Veadeiros é de 170km sem nenhuma possibilidade de arrependimento, no terceiro dia os 70 km finais são considerados os mais difíceis de toda a aventura, todo o percurso é em subidas e decidas fortes, a volta para Sobradinho será de carro pela rodovia. A região do Vão não dispõe de estrutura hoteleira, tão pouco telefonia fixa ou sinal de celular.

A saída será no dia 13 de fevereiro em horário e local a ser definido. Haverá um carro de apoio para transportes de bagagens e alimentos, a trilha não permite carros de passeio, apenas veículos com tração nas quatro rodas.

Cada um é responsável por seu kit de alimentação durante o percurso e também nos locais de hospedagem, no Forte existe a opção da casa da D. Dora, ela recebe hospedes aventureiros e prepara uma gororoba de primeira qualidade mediante encomenda antecipada.

A região é bem quente, por isso, é bom usar roupas leves. Os insetos costumam perturbar então é recomendável calças e camisas manga comprida para evitar o ataque de mosquitos (pernilongos), mutucas e outros. Repelente é imprescindível. À noite costuma esfriar, é bom estar prevenido.

É fundamental levar além do óbvio como câmaras de ar, bomba para encher pneu, alimentação para lanches ao longo do percurso, remédios básicos e muita disposição. Essa aventura é destinada a atletas e pessoas acostumadas a longos trechos pedalando e que tenham alto índice de preparo físico.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

POÇO AZUL

POÇO AZUL

Texto e fotos: Marcos Gomes

A cachoeira do Poço azul é muito conhecida em Brasília. Situa-se no rio da Palma, na APA do Cafuringa ao norte do Distrito Federal. Na década de 1980 o turismo sem controle causou degradação ambiental. Nos anos 90, quando foi declarado monumento natural, o Poço Azul passou a ser um local de visitação controlada, onde as pessoas que têm o domínio de posse na área cobram um ingresso no valor de R$ 5,00 por pessoa para a preservação da área. O lugar é muito bonito, com corredeiras, trechos de rio calmo e ao final um poço ideal para banho, mas perigoso, devido à profundidade e presença de pedras.

Chega-se até o Poço Azul, partindo do Alto do Colorado, pela DF-001 (Lago Oeste), após o trevo com a DF-220 segue-se em frente por mais 7 km em estrada de terra, vira-se à direita na placa indicativa do Poço, onde logo depois chega-se a ao portão da sede da fazenda, a partir do portão de entrada existem duas opções de lazer, seguindo a direita chega-se as corredeiras percorrendo uma distância de 1 km, seguindo pela esquerda a 2 km chega-se ao Poço, as estradas de acesso estão bem conservadas possibilitando a ida de carro até bem perto do rio, é bom saber que a volta até ao portão de entrada é em subida não muito leve.

Sábado dia 9 o Brutus da Serra (*) pedalou até o Poço Azul, um dia muito bonito dedicado ao pedal e relaxantes banhos no poço e nas corredeiras do rio. A paisagem, o papo descontraído e o franguinho frito com farofa preparado na véspera pela Elza fez com que todos não tivessem pressa em voltar para Sobradinho. O sol forte provocou o "Australopithecus Zecapagodinensis" na turma e para a alegria dos sedentos o "Homo cervesnobis" Adriano Melo apareceu de carro com a família trazendo várias latas de hidratante carbonatado, produzido através da fermentação de amido, principalmente cereais maltados como a cevada e o trigo. Seu preparo inclui água como parte importante do processo e algumas receitas levam ainda lúpulo e fermento, além de outros temperos, como frutas, ervas e outras plantas. Depois disso só restava pedalar 45 km de volta até Sobradinho, o próximo pedal para o Poço Azul já está marcado, 30 de janeiro, você é nosso convidado. As fotos estão no link:
http://picasaweb.google.com.br/brutusdaserra/PocoAzulJaneiro2010?authkey=Gv1sRgCISlu4uYhq2hfA&feat=directlink
(*) Adelita, Adriano Lins, Cosme, Elza, Marcelo, Marcos Gomes, Maurílio, Nereu, Rogério e Ronaldo
O whisky e a cerveja são os piores inimigos do homem.... mas o homem que foge dos seus inimigos é um covarde!” Zeca Pagodinho

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

BRASILIA A PARATY DE BIKE

Brasília a Paraty de Bike

Entrevista a Marcos Gomes
Foto: Vivianne Lacerda
Em tempo: A foto ao lado foi feita já na cidade de Unaí/MG na manhã do dia 02/01 - Da esquerda para a direita: Thiago, Zé Carlos, Fatinha, Sônia e Adelita.

O projeto

A principal motivação para realizar essa aventura sobre duas rodas foi a grande preocupação com a sociedade e sua economia, de modo que possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial ecológico e, ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.

Falamos aqui de sustentabilidade ambiental, entendemos que a mesma abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.

Queremos enfocar o transporte alternativo e enfatizar os de propulsão humana, especificamente bicicleta, com a finalidade de incentivar as pessoas a utilizá-la como principal meio de deslocamento, abrindo mão do uso exagerado de automóveis.

Os Participantes

Thiago Hebert, 27 anos, técnico em patologia, formado em farmácia bioquímica, atualmente faz especialização em farmacologia clinica, natural de Sobradinho/DF, ciclista ha quatro anos e um obstinado.

Sônia Gonçalves, 35 anos, natural de Brasília/DF, encarregada da fiscalização da higiene do Banco do Brasil, utiliza a bicicleta como meio de locomoção todos os dias para ir trabalhar, é ciclista há pelo menos 20 anos.

Franco Xavier, biólogo cursando mestrado em ecologia e aficionado por ciclismo, experiente em viagens de longa distância, mapeou toda a região da chapada, costuma viajar sozinho em ritmo de aventura e participante do grupo rodas da Paz.

A entrevista

BS - Quem é o dono dessa idéia?

Thiago - Essa idéia surgiu quando eu estava assistindo o programa do Jô Soares e vi o projeto do Weimar Pettengill mais o Adauto (*), eles foram para Paraty numa tandem e eu fiquei encantado com o projeto deles. Peguei o celular e imediatamente liguei pro meu amigo Franco Xavier que não pode por força maior estar aqui hoje, liguei pra ele imediatamente, ele topou na hora, resolvemos marcar nossas férias para janeiro, combinamos tudo fizemos o nosso projetinho e aqui estamos.

BS – Como a Sônia entrou nessa história?


Thiago – Eu vou trabalhar de bicicleta quatro vezes por semana e na subida do Colorado conheci essa “doidinha”, comentei por alto com ela e não imaginava que ela toparia encarar esse desafio, então ela falou - Cara eu estou de férias também, vamos lá.

BS - E porque esse desafio?


Thiago - A nossa principal motivação é o pensamento em nosso planeta, o efeito estufa o aquecimento global, estamos com isso querendo incentivar um pouco as pessoas a deixarem os automóveis de lado e tentar usar mais os transportes alternativos principalmente os de propulsão humana como a bicicleta pra tentar ao menos minimizar os efeitos no planeta.

BS - Porque você entrou nessa Sônia?


Sônia - Os motivos do Thiago são evidentes, eu acho que não só eu ou ele, mas que mais pessoas deviam fazer o mesmo pra ver se dá uma melhorada, não é só fazendo viagens longas, mas aqui mesmo como meio de transporte, a coisa tá pegando bastante mesmo dentro das grandes metrópoles, então se muita gente se adaptasse e os governos ajudassem com vias seria bem melhor e também pela motivação de pedalar que é gostoso. O Thiago me disse eu quero ir para Paraty, mas não me convidou e eu falei conheço lá é um lugar bem bacana, não deixa de conhecer alguns lugares é tudo pertinho e tal, até que um belo dia ele disse tu vai também, eu não pensei, simplesmente disse vou, em principio eu tava dando força pra ele pra que ele não fosse só que é perigoso e tal. Então tudo bem, fazer o que?

BS - E qual foi maior distância que você já Fez?


Sônia - 250 km.


BS - E você Thiago?


Thiago - 200 km.

BS - E hoje o que vocês pensam dessa distância longa, são 1 650 km pra quem só pedalou 200?


Thiago - Pra ser sincero eu não estou dormindo direito, já me perguntei milhares de vezes - Será que vou dar conta? Mas eu venho me preparando fisicamente ha certo tempo e vamos ver, igual ao “Zina” vamos cair pra dentro e ver o que vai acontecer.

Sônia - É um desafio, estou pensando mil coisas e ao mesmo tempo eu não chego a lugar nenhum, só quero chegar a Paraty.

BS – Qual o tipo de preparação física vocês estão fazendo?

Sônia - Pra dizer a verdade preparação pra isso eu não faço nenhuma eu pedalo todo dia vou para o trabalho e volto o que dá uma média de 40 a 50 km diários,

BS - No projeto de vocês qual é a média diária de pedal por dia?

Sônia - O Thiago fez uma previsão de chegada entre 15 e 18 dias, mas eu colocaria uma média de 10 dias com uma média diária de 160 km por dia.

Thiago - Em primeiro lugar eu queria enfatizar que da minha parte eu não sou atleta eu não vivo disso eu sou apenas um entusiasta que tá querendo provar que uma pessoa normal com um ritmo de treino consegue fazer um desafio desses. Eu estou pensando assim em 15 dias de viagem com três dias intercalados para descanso.

BS – Vocês têm um plano “B” para qualquer eventualidade?

Thiago - Temos a, b e c, na pior das hipóteses colocamos as bicicletas no ônibus e vamos nós, pedalar 160 km por dia é um pouco audacioso para um primeiro o projeto, o Weimar fez em 18 dias com dias de descanso, nós queremos fazer direto.

BS – A viagem é predominante na terra ou asfalto?

Thiago – Vamos por asfalto até Diamantina/MG, lá pegaremos a estrada real até Paraty que tem trechos de asfalto, mas a predominância é estradão de terra.

BS - Patrocínio, vocês tem patrocínio ou cada um banca sua despesa?

Thiago - Cada um bancando o seu, é cada um por si e Deus por todos, tínhamos planejando em fazer uma pesquisa de campo sobre o metabolismo da Sônia que vai estar em condições extremas para fazer uma avaliação glicídica, mas sem patrocínio resolvemos cancelar e deixar pra próxima.

BS - Vocês terão um carro de apoio?

Sônia - Vamos só com a cara e a coragem.

BS - Qual a estrutura que vocês têm hoje para transporte de bagagem, manutenção da bike, hospedagem e alimentação?

Sônia - Nós mesmos, barraca, bagagem na garupa da bicicleta se for preciso joga a bagagem nas costas e do jeito que der vamos encarar, apoio zero.

BS - Vocês pretendem escrever um diário sobre a viagem?

Thiago - A principio não, essa viagem não é pioneira, outras pessoas já fizeram, conversei com o franco e pensamos em escrever alguns rascunhos, mas não temos nenhuma idéia fixa. Nada concreto, vamos ver.

BS - Reserva em hotel?

Thiago - Só em último caso, como não temos patrocínio estamos poupando um pouco de dinheiro prá aproveitar mais a praia, afinal de contas nós estamos de férias.

BS - Chegando a Paraty além de descansar o quê mais vocês vão fazer?

Sônia – Praia e descansar um pouco, afinal de contas somos filhos de Deus, vamos chegar e comemorar a chegada com tudo que tem direito.

BS - Vocês têm compromisso com alguém chegando a Paraty?

Thiago – Nenhum, nosso objetivo é chegar a Paraty e ai sim vou ter um compromisso os camarões com o peixe e coisas parecidas.

BS - Quanto tempo vocês pretendem ficar lá?

Thiago - Eu tenho janeiro inteiro, assim que o dinheiro acabar eu to voltando.

BS - Vocês vão voltar de bike?

Thiago - Não, vamos voltar de ônibus.

BS - Porque a saída no dia 1º de janeiro?

Thiago - Coincidência das férias, como a distancia é grande não queremos perder nenhum dia na praia.

BS – Qual é a bike que vocês vão usar?

Thiago - Mountain bike, alforje, hiper ultra pesada, vai barraca, vai roupa, vai lanchinhos rápidos, vamos comer na estrada. Seremos beneficiados na estrada real com a estrutura, eu contei e são mais de 100 cidades de Diamantina até Paraty, fora os vilarejos e currutelas.

BS - E a manutenção da Bike, o que vocês vão fazer quando precisar?

Thiago - Isso é dos nossos problemas porque eu não tenho muita experiência com manutenção de bicicletas, só tenho noções básicas, mas estou levando corrente, varias câmaras de ar, remendos, chave de raio, e uma chave que desmonta a bike inteira, essa chave me custou uma fortuna. Pensei em levar pneu, mas quem já fez esse trajeto disse que o pneu novo é suficiente já que a maior parte é feita em estrada de terra e vamos ver o que vai dar.

BS - E você Sônia, como você se sente sendo a única moça do grupo nessa aventura?

Sônia - É bom representar as mulheres, é muito bom e eu me sinto lisonjeada.

BS - O que pessoas acham da idéia de vocês irem pedalando até Paraty?

Sônia - A principio loucura, mas acham bem legal, minha família mesmo acha uma loucura, mas estão apoiando. Meu irmão ofereceu o carro para eu ir achando que era falta de transporte, estão achando loucura legal.

Thiago - Por incrível que pareça estão apoiando, estão admiradas pela iniciativa e todas as pessoas com que falei me deram a maior força.

BS – Vocês estão há poucas horas de uma aventura longa e desafiadora, que expectativas vocês tem para completar os 1.650 km?

Thiago – Eu queria em primeiro lugar agradecer ao grupo Brutus da Serra que tenho no coração, especialmente a minha amiga Adelita, meu amigão Marcão, pessoas que ainda encontramos e que gostam de ver as pessoas felizes em seus projetos, eu não consigo expressar com palavras o meu sentimento pelo grupo que é nota 1000, foi uma dádiva que Deus me deu ter encontrado o grupo. Eu não estou conseguindo dormir direito estou nervoso, percebi que nos últimos dias meu psicológico anda abalado com a expectativa da distancia, mas o que eu sei é que quando subo em cima de uma bicicleta tudo muda. Estou tão nervoso que hoje mesmo eu já tomei duas cervejinhas porque é muita adrenalina, ave Maria. Desde o carnaval quando pensei no projeto estou louco para ir posso até demorar os 30 dais do mês de janeiro mas que se eu conseguir chegar em Paraty vai ser muito gratificante.

Sônia - Digamos que aquele friozinho na barriga ta aumentando, a minha preocupação é que eu não estou conseguindo comer e eu preciso me alimentar é um percurso longo eu preciso estar bem preparada, mas é inevitável, adrenalina, frio na barriga, medo as vezes, insegurança, 1000 sentimentos nessa hora de definição. Já estou agradecendo a Deus porque eu tenho certeza que vamos chegar, não sei como nem quando mas vamos chegar e eu tenho certeza disso.

(*) Weimar Pettengill, sul-mato-grossense radicado em Brasília, é um empresário inquieto, empreendedor movido por desafios, principalmente por aqueles que envolvam criatividade e inovação. Esportista e atleta experiente, leva consigo os ensinamentos que só se fixam com a prática: planejamento, organização, metas e objetivos, trabalho em equipe, liderança e outros tantos requisitos fundamentais para o ambiente de negócios dinâmico e competitivo que conhecemos. É autor do livro: Brasília-Paraty, somando pernas para dividir impressões - Editado em 2009, 240 páginas formato 15x22cm, com fotos coloridas e ilustrado, o livro narra a aventura de 18 dias de Brasília a Paraty pedalando uma bicicleta do tipo tandem.

O percurso

Brasília - Unai 160 KM
Unaí - Brasilandia 142 KM
Brasilandia - Pirapora 167 KM
Pirapora - Corinto 140 KM
Corinto - Diamantina 110 KM
DESCANSO
Diamantina - Serro 64 KM
Serro - Conceição do Mato Dentro 63 KM
Conceição do Mato Dentro - Itabira 70 KM
Itabira - Ouro Preto 100 KM
Ouro Preto - Santana dos Montes 73 KM
DESCANSO
Santana dos Montes - Prados 69 KM
Prados - Capela do Saco 75 KM
Capela do Saco - Airuoca 110 KM
Airuoca - Itamonte 59 KM
Itamonte - Cachoeira 95 KM
Cachoeira - Paraty 130 KM

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

OS INCRIVEIS PODERES DA MANGA

Componentes da fruta têm propriedades antioxidantes, o que lhe atribui a capacidade de retardar o envelhecimento.

Chupar manga no pé, descascando com os dentes e se lambuzando com o sumo, comer manga verde com sal, são experiências que todo mundo já viveu. Além do sabor que traz água na boca e recordações da infância, a velha e conhecida fruta acaba de revelar qualidades insuspeitas e altamente benéficas para a saúde. Uma manga pode conter até 15% de açúcar e 1% de proteína. Além disso, ela possui a capacidade de retardar o envelhecimento e prevenir doenças por possui uma quantidade significativa de antioxidantes, minerais e vitaminas (Complexo A, B e C). Por este motivo, esta fruta é indicada no tratamento de anemias, pessoas que sofrem de câimbra, estresse e problemas cardíacos também podem se alimenta da manga, pois ela é rica em potássio e magnésio.


A manga é uma fruta popular, é nativa do sul e do sudeste asiático, sendo introduzida no Brasil pelos colonizadores europeus no século XVI. A fruta é produzida atualmente em escala comercial em 100 países. Ela pode apresentar várias colorações: verde (quando ainda não está madura), amarelo, rosa, laranja e vermelho. Sua polpa é extremamente saborosa, apresentando apenas uma semente. Entre os vários compostos, destaca-se também a substância mangiferina, conhecida por sua elevada atividade antioxidante. Um estudo, pioneiro no Brasil, mostrou ainda que o composto é encontrado em maior quantidade na fruta verde principalmente na casaca, derrubando o mito de que o alimento “faz mal” . A quantidade da substância diminui na medida da maturação.

Seu período é de novembro a janeiro, 100 gramas de manga fornecem 59 calorias, os pés de manga das trilhas da região da Fercal estão carregados de mangas, os Brutus da Serra gostam muito de manga e não estavam com pressa na trilha de ontem ao descer a trilha do "Queima Lençol e subir pelos Três Riachos" bem alimentados com muita manga e bolsos cheios para levar para casa, é bom aumentar o tamanho dos bolsos da camisa, galera: Vem ai a safra do araticum.